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sábado, 5 de fevereiro de 2011

A VERDADE SOBRE A RELAÇÃO PT - FARC

PT, Farc e Foro de São Paulo.



FSP em 2001, Havana, Cuba






“O Foro de São Paulo surgiu a partir da iniciativa de partidos de esquerda da América Latina para debater sobre a queda do socialismo nos países do Leste Europeu e suas conseqüências na região. Uma das propostas principais foi discutir uma alternativa popular e democrática ao neoliberalismo, que estava entrando na fase de ampla implementação mundial.


A primeira reunião se deu em São Paulo, em julho de 1990, sob o nome de Encontro de Partidos e Organizações de Esquerda da América Latina e do Caribe, e foi convocada pelo Partido dos Trabalhadores, Brasil. Conseguiu reunir 48 partidos e organizações que representavam diversas experiências e correntes políticas de todo o continente latino-americano.


O nome "Foro de São Paulo" foi firmado no Encontro seguinte, no México, e deveu-se exatamente ao fato da primeira reunião ter sido na cidade de São Paulo. Nele também surgiu a idéia de maior integração continental, através da troca de experiências, discussão das diferenças e busca de um consenso político para a região.






Até o momento, a trajetória do Foro de São Paulo mostrou que é possível trilhar novos caminhos internacionalistas. Se o objetivo principal de construção de um modelo alternativo de desenvolvimento ainda não foi atingido, os esforços nessa direção já geraram uma trama de relações onde o intercâmbio de pessoas e idéias tem se mostrado cada vez mais rico e proveitoso.






É um exemplo de diplomacia para a cidadania.”


http://web.archive.org/web/20020617120731/http://pt.uol.com.br/site/teste/index2.asp






Membros participantes do IX encontro:


http://web.archive.org/web/20020617121432/http:/pt.uol.com.br/site/teste/membros.asp






RESOLUÇÃO DE CONDENAÇÃO AO PLANO COLÔMBIA E DE SOLIDARIEDADE COM A LUTA DO POVO COLOMBIANO






O X Encontro do Foro de São Paulo reunido de 4 a 7 de dezembro de 2001, em Havana, Cuba.






CONSIDERANDO:






1. A grave crise econômica, política e social que sofre o povo colombiano, produto das políticas desenvolvidas pelo Estado e seus diferentes governos, aplicando as imposições do Império e as receitas do Fundo Monetário Internacional - FMI.


2. A justa e necessária luta de colombianas e colombianos por construir a sociedade que merecem, em paz, com justiça social, dignidade e soberania.


3. O desenvolvimento de medidas imperiais como o Plano Colômbia e seu complemento, a Iniciativa Regional Andina, verdadeiros planos de guerra contra o povo colombiano, latino-americano e caribenho.


4. O terrorismo de Estado que segue assassinando a população civil paralisada pela ação de seus grupos paramilitares.






RESOLVE:






5. Apoiar e encoraja os processos de diálogos desenvolvidos pelas FARC - Exército do Povo e o ELN, em busca de soluções diferentes à guerra para a grave crise colombiana e o conflito social, político e armado, ficando à disposição, na medida de nossas possibilidades e as necessidades dos processos.


6. Manifestar sua solidariedade e reconhecimento com a Frente Social e Política como expressão importante da organização de colombianos e colombianas no desenvolvimento da luta por seus direitos.


7. Repudiar e condenar novamente o Plano Colômbia e seu complemento, a Iniciativa Regional Andina, e organizar a resistência popular como parte da corrente de lutas contra a dominação neocolonial da qual fazem parte megaprojetos como a ALCA.


8. Manifestar publicamente, como forças e movimentos políticos anti-imperialistas, nossa defesa aos direitos de rebelião e autodeterminação dos povos do mundo e rechaçar o qualificativo de terroristas para toda forma de resistência.


9. Ratificar a legitimidade, justeza e necessidade da luta das organizações colombianas e solidarizar-nos com elas.


10. Condenar energicamente o terrorismo de Estado e demandar castigo ao paramilitarismo e seus responsáveis materiais e intelectuais, nacionais e estrangeiros.


11. Reivindicar o reconhecimento dos presos políticos e sindicais na Colômbia e exigir sua liberdade imediata. Pedir o pleno exercício do direito à defesa e a aplicação urgente das recomendações da ONU para modificar as condições carcerárias deploráveis em contradição com as normas elementares da dignidade humana.






Cidade de Havana, 7 de dezembro de 2001.


http://web.archive.org/web/20020702023739/pt.uol.com.br/site/teste/textos/10colombiap.asp


As atas completas do Foro de São Paulo podem ser encontradas no seguinte link: http://www.midiasemmascara.org/attachments/007_atas_foro_sao_paulo.pdf






I N T E R N A C I O N A L


Partidos de esquerda da América Latina e Caribe terão encontro no próximo ano


“O Grupo de Trabalho do Foro São Paulo reuniu-se no mês passado em Manágua, na Nicarágua com o objetivo de preparar o IX Encontro dos Partidos Latino-Americanos e Caribenhos de Esquerda, que será em fevereiro do ano que vem, na própria Nicarágua. [...]


Colômbia - Foi tratado com especial ênfase o caso das negociações entre a FARC e o governo colombiano para um acordo de paz que garanta a democracia e a justiça social, a abertura do diálogo entre o ELN e o governo para facilitar o desenvolvimento da comunicação nacional. Neste sentido, o Foro repudiou veementemente qualquer tentativa de intervenção norte-americana no conflito armado que ocorre no país. [...]


Participaram da reunião do Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo, além do PT, o PRD, do México; FARC, Partido Comunista e ELN, da Colômbia; Partido Comunista de Cuba; Partido Comunista de Guadalupe; URNG, da Guatemala; e FSLN, da Nicarágua. Estiveram presentes também o Partidos dos Trabalhadores do México e o PSD-Frepaso, da Argentina, que foram convidados especialmente, em decorrência do Seminário do Cone Sul. Compareceram ainda representantes do Partido Social-Democrata, da Áustria; Partido Comunista da França e Partido Socialista de Esquerda da Noruega.”


http://web.archive.org/web/20021029070858/http:/www.pt.org.br/ptnot/ptnot81/pagina2a.htm


Farc enviam carta de agradecimento ao PT pela criação do Foro de São Paulo:


“Mesa Diretora, Companheiros Delegados e Companheiras Delegadas ao XIII Foro. San Salvador, El Salvador. Recebam nossa carinhosa e bolivariana saudação, muitos êxitos em suas deliberações.


Ao não podermos nos fazer presentes em tão importante evento, lhes entregamos este documento com nossos pontos de vista e agradecemos de antemão o fato de tê-lo em conta nas deliberações.


Queridos companheiros.


Em 1990 já se via vir abaixo o campo socialista, todas as suas estruturas fraquejavam como castelo de cartas, os inimigos do socialismo festejavam a mais não poder, se cunhavam teorias como a do fim da história, muitos revolucionários no mundo observavam atônitos e sem conhecer o que havia falhado para que ocorresse semelhante catástrofe.


A utopia se dissipava, a desesperança se apoderou de muitíssimos dirigentes que haviam dedicado toda sua vida à luta por conquistar um mundo melhor, idealizando-o com o modelo de socialismo desenvolvido da União Soviética.


Ao derrubar-se esse modelo, para muitos se acabou a motivação de luta e só ficamos uns poucos sonhadores que nos mantivemos e seguimos mantendo na teoria, na política e na realidade de novas expressões de socialismo, o que potenciou a decisão de luta e acelerou o crescimento e fortalecimento desse contingente de sonhadores que vê nessa luta por um mundo melhor algo realmente possível.


Na Ásia: China, Vietnam e Coréia do Norte tremulavam suas bandeiras socialistas sem dar espaço ao derrotismo e sem escutar os cantos de sereia para que abandonassem o sistema que se lhe opunha ao capitalismo.


Na América: Cuba ficou só, navegando na crise mais profunda que tocou viver a país algum, com seu comércio que alcançou níveis de queda que não poucos acreditavam impossível de reverter dado a brusca mudança nas fontes e condições de seu comércio exterior. O imperialismo acreditou equivocadamente que havia chegado o momento de acabar com o socialismo na América, aumentou sua agressão com o bloqueio econômico, comercial e financeiro, sem importar a vida de milhões de crianças e anciãos que sofreriam as conseqüências de tão louca manobra.


É nesse preciso momento que o PT lança a formidável proposta de criar o Foro de São Paulo, trincheira onde nós pudéssemos encontrar os revolucionários de diferentes tendências, de diferentes manifestações de luta e de partidos no governo, concretamente o caso cubano. Essa iniciativa, que encontrou rápida acolhida, foi uma tábua de salvação e uma esperança de que tudo não estava perdido. Quanta razão havia, transcorreram 16 anos e o panorama político é hoje totalmente diferente.


O outrora imperialismo arrogante e prepotente está afundado numa profunda crise que ninguém sabe quando nem como terminará. As brutais e ilegítimas agressões contra os povos de Afeganistão, Iraque e Líbano têm recebido respostas inesperadas e, a cada dia, jogam no desconcerto o governo norte-americano e seus aliados, que têm tido de carregar com o peso político e social que significam milhares de mortos e feridos, assim como de uma previsível derrota. Duras realidades como o déficit fiscal, o déficit na balança comercial, a queda dos falcões: Rumsfeld, Boltón e Negroponte e a crescente atitude crítica do povo norte-americano, agudiza ainda mais a crise dos que sonharam e ainda sonham com o poder mundial, acreditando mortas e enterradas as forças que se lhes pudessem opor.


Na América Latina, não fazemos mais que descrever, pois todos conhecemos os processos: Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador, Brasil Uruguai e Argentina, no total, oito países, se orientam pelo desenvolvimento de modelos de governo e de sistemas diferentes ao tradicional imposto pelo imperialismo ianque. Os povos optaram pela mudança, nada os deteve, a ameaça, a chantagem, a compra de votos, as fraudes milionárias, não foram suficientes para fazer mudar a opinião de milhões que buscaram e seguem buscando uma nova alternativa.


É no marco deste cenário político que se desenvolveu e se segue desenvolvendo o Foro de São Paulo. De um partido no governo que inicialmente fazia parte do Foro, o Partido Comunista Cubano, hoje são oito as forças governantes que, ademais de ser forças no governo, foram fundadoras deste importante movimento. Assim as coisas, qualquer pessoa pensaria que o haver avançado em lutados e esperados objetivos, faria do Foro de São Paulo um impulsionador da integração da América Latina, num aríete das lutas sociais, num ente solidário com a luta dos povos, numa força capaz de buscar e propor soluções políticas a conflitos internos que se apresentam como conseqüência da iniqüidade, da injustiça e da antidemocracia.


Porém, não é assim, há os que pensam que o fato de ter chegado ao governo os separa do Foro. Segundo tal e muito respeitável forma de pensar, uma coisa é ser oposição e outra ser governo, em razão a ter que desenvolver, em alguns casos, políticas que o Foro não comparte, como a política neoliberal. Pensam que a nova condição os inibe de participar e querem um Foro menos dinâmico, que não se faça sentir, que não seja propositivo, que não lute por objetivos que foram e seguem sendo válidos.


Ante tal situação, outros pensam que se deve acabar o Foro, que o melhor é dar-lhe enterro de terceira e criar um novo movimento.


Nas FARC cremos que não são corretas as duas apreciações anteriores e, pelo contrário, pensamos que os partidos que se encontram no Foro e que fazem parte dos governos têm o espaço, o justo direito e a necessidade de pleitear em seus países o fortalecimento do movimento tal como foi criado: sem exclusões, sem imposições e sem dogmatismo. Cremos, além disso, que se deve buscar que esta organização seja mais funcional, seja um ente catalisador das opiniões dos povos que sempre estão adiante de seus governantes, porque são os que sentem como se está exercendo o governo, se é justo, se é pulcro, se é humano, se tem cumprido com o que prometeu. Ter medo à crítica que possa fazer uma organização como o Foro de São Paulo é negar sua mesma essência como governo democrático, amplo e pluralista.


Pensar em criar outra organização atirando pela borda 16 anos de experiências, de credibilidade, é desperdiçar a oportunidade de converter o Foro num ente coordenador de diferentes partidos, movimentos e organizações políticas que, respeitando as diferenças, nos ratificamos na luta contra o imperialismo, o neoliberalismo, a solidariedade e a integração da América Latina.


Fazemos um reconhecimento aos companheiros do Grupo de Trabalho pela iniciativa de ajudar na solução ao conflito social, político e armado que vive a Colômbia desde há 60 anos, a declaração de Bogotá é, sem dúvida, um documento muito importante que, com o direito que nos assiste, pedimos seja difundido entre os assistentes ao Foro.


Na Colômbia há uma intervenção direta do Imperialismo Ianque, na atualidade há 1.400 oficiais do exército estadunidense dirigindo as operações do Plano Colômbia, do Plano Patriota e do Plano Victoria. Os Estados Unidos estão instigando e financiando a guerra com o pretexto do narcotráfico e, para isso, diariamente se estão gastando 17.5 milhões de dólares para perseguir e liquidar aos lutadores sociais, revolucionários e bolivarianos.


As fumigações estão acabando com a flora e a fauna da Amazônia, são milhares de toneladas de Glifosato e Paraqua, igual que os experimentos com o Fusarium Oxiporun. Que destrói a mata de coca, porém igualmente acaba toda a flora que tenha no lugar, contamina as bacias hidrográficas, pois os troncos dos vegetais, ao serem levados pelas águas, causam imensa perda ao sistema ecológico.


Cremos ser oportuno manifestar nossa inquietação e desagrado pela posição de alguns companheiros que, em forma e sob responsabilidade pessoal, publicamente dizem que as FARC não podem participar no Foro, por ser uma organização alçada em armas. A luta armada não se criou por decreto e tampouco se acaba por decisão similar, é a expressão de um povo que sofreu a devastação de sua população em mais de um milhão de pessoas que, nestes 60 anos, foram assassinadas, é a expressão dos milhares de militantes que foram assassinados do Partido Comunista e da União Patriótica, é a expressão de milhares de sindicalistas que foram assassinados nestes últimos anos.


Aos companheiros que pensam que não podemos participar, fraternalmente os convidamos a que nos acompanhem, não no acionar militar ao que as circunstâncias nos obrigaram, pois sabemos que não a compartem e respeitamos seus pontos de vista, os convidamos a participar da busca da solução política e, para isso, os fazemos partícipes da Plataforma para um Governo de Reconstrução e Reconciliação Nacional, aprovada por nossa 8ª Conferência realizada em 1993.


Com esta Plataforma de 12 Pontos convidamos reiteradamente a todos os setores sociais, econômicos e políticos de nosso país para que nos sentemos e, entre todos, construamos a Nova Colômbia.


Ao Foro, em seu conjunto, o convidamos a que prossiga em seus pronunciamentos e acionar pela solução política ao conflito social e armado na Colômbia, passo importante para alcançar a paz com justiça social pela qual tem lutado e seguirá lutando nosso povo, ao mesmo tempo que é passo necessário para impedir que este conflito possa ser utilizado para que o imperialismo tente ações desestabilizadoras na região.


Seguimos convidando a todos os partidos políticos, organizações sociais, de estudantes, operários, intelectuais, campesinos, indígenas e a todos os que estejam contra a injustiça, a buscar uma solução política. Convidamos a que nos acompanhem na luta pelo Intercâmbio Humanitário, com o que estaremos abrindo as portas para que centenas de colombianos e colombianas regressem a seus lares para compartir com seus seres queridos.


COMISSÃO INTERNACIONAL


FORÇAS ARMADAS REVOLUCIONÁRIAS DA COLÔMBIA


EXÉRCITO DO POVO, FARC-EP


MONTANHAS DE COLÔMBIA, 7 DE JANEIRO DE 2007”.


http://web.archive.org/web/20070310215800/www.farcep.org/?node=2,2513,1






Tradução publicada no site do Partido Comunista Russo: http://port.pravda.ru/mundo/15168-0/


Entrevista de Raúl Reyes ao jornal Folha de São Paulo:


“[...]


Folha - Vocês têm buscado contato com o governo Lula?


Reyes - Estamos tentando estabelecer -ou restabelecer- as mesmas relações que tínhamos antes, quando ele era apenas o candidato do PT à Presidência.


Folha - O sr. conheceu Lula?


Reyes - Sim, não me recordo exatamente em que ano, foi em San Salvador, em um dos Foros de São Paulo.


Folha - Houve uma conversa?


Reyes - Sim, ficamos encarregados de presidir o encontro. Desde então, nos encontramos em locais diferentes e mantivemos contato até recentemente. Quando ele se tornou presidente, não pudemos mais falar com ele.


[...]


Folha - Fora do governo, quais são os contatos das Farc no Brasil?


Reyes - As Farc têm contatos não apenas no Brasil com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais. Na época do presidente [Fernando Henrique] Cardoso, tínhamos uma delegação no Brasil.


Folha - O sr. pode nomear as mais importantes?


Reyes - Bem, o PT, e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas...


Folha - Quais intelectuais?


Reyes - [O sociólogo] Emir Sader, frei Betto [assessor especial de Lula] e muitos outros.


[...]


Folha - Que relação as Farc mantêm com o governo venezuelano?


Reyes - Estamos propondo ao governo de Hugo Chávez uma explicação sobre a política das Farc em relação aos países vizinhos.


Folha - Existe contato ou não?


Reyes - Temos informações muito positivas sobre Chávez, um bolivariano patriota que luta pela dignidade do seu povo. Nós o admiramos muitíssimo [...]”


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2408200318.htm






Hugo Chávez declara em vídeo que conheceu Lula e Raúl Reyes em uma reunião do Foro de São Paulo, em 1995:














Carta das Farce expressa apoio a Lula, Gutiérrez, Venezuela e Cuba


05/12/2002


da Folha de S.Paulo






As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), principal grupo guerrilheiro de esquerda do país, expressaram ontem sua solidariedade ao presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em uma carta enviada ao Fórum de São Paulo, organização de partidos de esquerda latino-americanos.






O fórum, idealizado pelo PT, realiza um encontro na Guatemala. Na carta, a guerrilha também manifestou apoio a Cuba, à Venezuela, aos argentinos, aos palestinos e ao presidente eleito do Equador, o coronel esquerdista Lucio Gutiérrez.






Durante a campanha eleitoral, Lula criticou a atuação das Farc e fez questão de desvincular o PT da guerrilha colombiana.






A carta das Farc tinha data de ontem e foi assinada na clandestinidade pelo chefe da comissão internacional do grupo, o ex-negociador de paz Raúl Reyes.






A mensagem foi difundida no dia em que o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, em visita oficial a Bogotá, se encontrou com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e com a ministra da Defesa, Marta Lucía Ramírez.






A visita de Powell, a primeira à América do Sul desde os atentados terroristas aos EUA em 11 de setembro do ano passado, serviu como demonstração de apoio aos esforços do governo colombiano na luta contra o narcotráfico e os grupos armados ilegais.






Ela indica a possibilidade de uma ajuda financeira adicional para o Plano Colômbia, com o qual os EUA já contribuem com mais de US$ 1,3 bilhão.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u48677.shtml


Farc divulgam carta em que saúdam Lula pela reeleição


22/11/2006 - 23h31m


As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) enviaram nesta quarta-feira (22) uma "saudação bolivariana" ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A guerrilha parabenizou o presidente pela recente vitória eleitoral, que lhe garantiu mais quatro anos de mandato, classificando-o como filho predileto do Brasil.


As Farc, uma força guerrilheira de 17.000 combatentes, costumam enviar saudações aos governos de esquerda da América Latina.


"O mundo é testemunha de que o povo brasileiro fez das urnas eletrônicas o sacrário de sua vontade soberana, pois transformou a reeleição do presidente Lula em uma lição de soberania popular, em uma manifestação clara de rejeição às velhas formas de governo", disse a guerrilha em uma carta enviada por email.


As Farc anunciaram que respeitarão o território do Brasil e que estão dispostas a estabelecer relações políticas com os governos e populações de países vizinhos. O Brasil compartilha com a Colômbia uma fronteira terrestre de 1.645 quilômetros.


As Farc, que afirmam lutar pela implementação do socialismo num país de mais de 41 milhões de pessoas com uma grande distância entre ricos e pobres, reiteraram suas críticas aos Estados Unidos e ao governo do presidente colombiano, Alvaro Uribe, que promove uma agressiva campanha militar para combater a guerrilha com o apoio de Washington.


http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1360348-5601,00.html


Farc tentaram estreitar relações com o governo Lula






O líder da guerrilha (Raúl Reyes) enviou três cartas ao presidente brasileiro com o intuito de estabelecer “relações político-diplomáticas” e tratar de "temas de benefício recíproco".










http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI4936-15223,00-FARC+TENTARAM+ESTREITAR+RELACOES+COM+GOVERNO+LULA.html


Vereador do PT vende rifa para ajudar rebeldes das Farc


14/09/2003


da Folha de S.Paulo






Como seria o presidente Lula se ele ainda gostasse de ser chamado de esquerdista?






A resposta pode estar em um dos apertados gabinetes da Câmara Municipal de Guarulhos. Mais precisamente no do vereador petista Edson Albertão, 47. Ex-metalúrgico, ex-sindicalista e dono de uma espessa barba, trata-se também de um fundador do PT que fez carreira em uma cidade da Grande São Paulo --atualmente, exerce o seu segundo mandato.






Simpatizante declarado das Farc, o petista contou à Folha que estava na Colômbia com o porta-voz da guerrilha terrorista, Raúl Reyes, quando começaram as conversas com a ONU.






"Raúl me disse que estava muito feliz com a resposta do [secretário-geral] Kofi Annan de que aceitava ouvir as Farc a respeito do acirramento da guerra". Ele afirmou que não participou das negociações.






Definindo-se como "um vereador entusiasmado com a luta do povo colombiano, entusiasmadíssimo com a guerrilha das Farc", ele está organizando uma rifa de quadros doados por artistas dominicanos.






"As Farc não são um movimento que vive do narcotráfico", disse. "Vou fazer uma rifa de 1.500 [números], vender a dez contos e um abraço. Os representantes precisam de recursos, não é pra comprar arma."


http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u63026.shtml


Documento assinado por Dilma requisitando a mulher de Olivério Medina, Ângela Maria Slongo














A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, órgão do governo federal com status de ministério, emprega desde 2006, em um cargo de confiança, a parananse Ângela Maria Slongo, mulher do ex-guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Francisco Antônio Cadenas Collazzos, conhecido como Oliverio Medina. Ela também é, desde 1986, professora concursada pela Secretaria da Educação do Paraná e foi cecida pelo governo do estado ao órgão federal em 2006 - num pedido feito pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao governador Roberto Requião.






Acusado de homicídio e terrorismo na Colômbia, Medina viveu em prisão domiciliar em Brasília entre 2005 e março do ano passado, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) extinguiu o pedido de extradição para o país vizinho.


O caso foi divulgado pela revista Veja desta semana. A publicação cita que a contratação de Ângela, 45 anos, seria uma maneira de proteger o ex-guerrilheiro, acolhido como asilado político no Brasil graças ao forte lobby de políticos de esquerda, incluindo vários petistas como o ex-ministro e ex-governador gaúcho Olívio Dutra. A paranaense e o colombiano não são casados legalmente, mas vivem juntos há dez anos e têm uma filha.


Em nota divulgada ontem, a Secretaria de Pesca negou qualquer ligação do caso com as Farc e informou que “as ilações e induções sugeridas serão objeto de todas as medidas judiciais cabíveis”. A paranaense não quis dar entrevistas e não explicou os motivos da mudança para o Distrito Federal. Ela é funcionária do quadro estadual há 22 anos e continua recebendo o salário do governo paranaense, mais 60% da remuneração pelo cargo DAS-102.2 da administração pública federal, que equivale a R$ 1.511,05.


A Casa Civil do Paraná explicou que, apesar de pagar integralmente os vencimentos da professora, o valor é reembolsado pelo governo federal. A situação é legal, segundo o Estatuto do Servidor Público. A assessoria de imprensa da Secretaria de Pesca diz ainda que Ângela enviou o currículo para o órgão em busca de colocação profissional e não teve qualquer regalia durante a seleção. Ela está no órgão desde dezembro de 2006 e foi escolhida pela área técnica para trabalhar no Projeto de Alfabetização de Pesquisadores, como assistente técnica.


A secretaria é ligada diretamente à presidência da República. O atual ministro, Altemir Gregolin, foi acusado de irregularidades durante a CPI dos Cartões Corporativos, mas não será indiciado no relatório final da comissão, que será lido hoje pelo deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ). Dados do Portal da Transparência (www.portaldatransparencia.gov.br) mostram que em 2007 Ângela recebeu R$ 1,9 mil para pagar diárias e R$ 2,3 mil para indenizações e restituições de despesas a serviço da secretaria, além do salário.


A contratação da mulher de um ex-guerrilheiro chamou a atenção da oposição ao governo Lula. O líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), apresentou à Secretaria de Pesca um requerimento de informações sobre a nomeação de Ângela. Em um dos sete pontos do documento, Virgílio questiona se a nomeação passou pelo crivo da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).


Na Câmara Federal, também houve reação. O presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, promete enviar hoje um pedido de informações à Presidência. O parlamentar quer checar se há envolvimento da administração pública federal com as Farc.


http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=772307&tit=Mulher-de-ex-guerrilheiro-das-Farc-tem-cargo-no-governo


Medina comunica o fato ao terrorista Raúl Reys por e-mail e deixa claro que a contratação faz parte de uma operação para proteger aquela que chama “Mona” (Ângela Maria Slongo):


Domingo 2 de noviembre de 2008


Na segunda-feira, dia 15, a “Mona” começou em seu novo emprego e para garanti-la ou impedir que a direita em algum momento a hostilize, a colocaram na Secretaria da Pesca, trabalhando no que chamam aqui de cargo de confiança ligado à Presidência da República.


http://www.cambio.com.co/portadacambio/787/4418592-pag-3_4.html


Os e-mails do computador de Raúl Reyes foram publicados pela Cambio, da Colômbia. A matéria completa encontra-se aqui:


http://www.cambio.com.co/portadacambio/787/ARTICULO-WEB-NOTA_INTERIOR_CAMBIO-4418592.html


Na mesma publicação, encontramos a lista de quem seriam os contatos das Farc no Brasil:


- José Dirceu, ministro de la Presidencia.


- Roberto Amaral, ex ministro de Ciencia.


- Erika Kokay, diputada.


- Gilberto Carvalho, jefe de Gabinete.


- Celso Amorín, canciller.


- Marco A. García, asesor Asuntos Internacionales.


- Perly Cipriano, subsecretario Promoción DD.HH.


- Paulo Vanucci, ministro Secretaría de DD.HH.


- Selvino Heck, asesor presidencial.


Reportagem publicada pelo jornal El Tiempo demonstra que Olivério Medina (também conhecido como “Camilo”) continua ligado ao terrorismo narcotraficante:


Sábado 18 de septiembre de 2010


En este último país, el enlace de las Farc, Francisco Antonio Cadena Collazos, 'Camilo' -casado con una profesora brasileña y encargado del trueque de coca por armas y del reclutamiento de simpatizantes- no ha podido ser extraditado a Colombia porque goza de dicho estatus desde el 2006. [...] Tras la muerte de 'Reyes', la Comisión Internacional de las Farc se apresuró a reorganizarse para reemplazar esa ficha, dicen las investigaciones en Colombia. Ahora la comisión coordinadora -que estaba bajo el mando de 'Reyes'; Orlay Jurado Palomino, alias 'Hermes' (Venezuela) y Francisco Cadena Collazos, 'Camilo' (Brasil)- se ha ampliado. [...]


http://www.eltiempo.com/archivo/documento/CMS-4157739


A Interpol autenticou o conteúdo de todos os e-mails:


Washington Post Foreign Service


Friday, May 16, 2008


CARACAS, Venezuela, May 15 -- Interpol, the international police agency, said Thursday that computer files seized by Colombia's army in a raid on a rebel camp belonged to a top guerrilla commander and had not been modified, falsified or forged.


http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2008/05/15/AR2008051504153.html


Outros e-mails:


Em um dos e-mails, endereçado a Reyes em 4 de junho de 2005 por uma pessoa identificada como "José Luis", aparece o nome do ex-ministro José Dirceu. "Chegou um jovem de uns 30 anos e se apresentou como Breno Altman (ligado ao PT). (Ele) me disse que vinha por parte do ministro José Dirceu". Segundo a revista, o remetente afirma que as relações deveriam ser feitas através do ministro com a representação de Altman, por motivos de segurança.


No fim da mensagem, José Luis diz que o governo brasileiro e o PT dará proteção a Medina enquanto avançava o trâmite da extradição do padre Olivério Medina, "chefe de imprensa das Farc", preso em São Paulo. Em uma correspondência de 24 de junho de 2004, Reyes comenta a medida sobre a possível saída de Dirceu do governo Lula e diz: "pode afetar a abertura das relações conosco".


"É possível que um assessor especial de Lula, chamado Silvino Heck, que, junto Gilberto Carvalho, é outro que nos tem ajudado bastante".


"Em uma correspondência, com data de 23 de dezembro de 2006, do padre Olivério Medina a Reyes, há referências de Lula e de Marco Aurelio García, Gilberto Carvalho e Silvino Heck. Medina afirma que mandou um presente de Natal a Lula e dois de seus assessores".


http://www.cambio.com.co/portadacambio/787/4418592-pag-2_4.html






Documentos da Abin denunciam recebimento de 5 milhões de dólares ao PT, em 2002


O general Jorge Armando Félix apresentou o único documento oficial da Abin que trata deste tema. É um relatório de duas páginas, com número de classificação: 0095/3100/Doin/Abin, de 25 de abril de 2002. Ele informou que o documento foi arquivado por não apresentar qualquer prova das afirmações nele contidas. O relatório registrava "o boato" de que as Farc teriam oferecido 5 milhões de dólares (cerca de R$ 13,5 milhões) ao PT como ajuda nas eleições presidenciais.


http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/62942.html


Revista sugere ligação do PT com as Farc


12/03/2005 - 18h25


A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) teria em seus arquivos uma pasta com informações referentes a um suposto envio de US$ 5 milhões das Farc, a guerrilha colombiana, para campanhas eleitorais do PT em 2002.






A informação é da revista "Veja" desta semana, na reportagem intitulada "Tentáculos das Farc no Brasil". No entanto, a matéria diz não ter conseguido provas documentais sobre o assunto durante as cinco semanas de apuração.






De acordo com a revista, um agente da Abin preparou os relatórios. Ele teria participado de uma reunião entre simpatizantes das Farc, petistas e sindicalistas, e um representante da guerrilha no Brasil em abril de 2002, na chácara de um sindicalista, localizada a 40 km de Brasília.






A reportagem afirma que o representante da guerrilha era o padre colombiano Olivério Medina, que teria afirmado que o dinheiro a ser remetido para o Brasil seria repassado a 300 empresários, que, por sua vez, repassariam os recursos para campanhas eleitorais petistas. O padre negou a ajuda.






O sindicalista Antônio Francisco do Carmo, dono da chácara, confirmou o encontro, mas disse que seu objetivo era somente de prestar solidariedade às Farc.






O PT divulgou hoje uma nota de repúdio à reportagem. Assinada pelo presidente nacional do partido, José Genoino, a nota qualifica de irresponsável a reportagem, por estampar na capa um ataque à honra do partido sem provas consistentes.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u67778.shtml






Secretário de petista lança comitê de apoio à guerrilha colombiana


MARCELO TOLEDO


DA FOLHA RIBEIRÃO


Um dos secretários do prefeito de Ribeirão Preto e coordenador do programa de governo do pré-candidato à Presidência do PT Luiz Inácio Lula da Silva, Antônio Palocci Filho, vai lançar um comitê pró-Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no município. O secretário é o ex-vereador Leopoldo Paulino (PSB), que compõe a base de apoio do prefeito de Ribeirão.


As Farc são o maior grupo guerrilheiro colombiano, com cerca de 17 mil homens. São responsáveis por centenas de seqüestros em 2001. Foram atribuídos ao grupo mais de 1.700.


O escritório será lançado oficialmente no dia 20, na Câmara de Ribeirão. A sede será o Templo da Cidadania, instituição cultural sem fins lucrativos, da qual Palocci é membro fundador. Também fazem parte do grupo, que deve se chamar Comitê de Solidariedade ao Povo Colombiano e aos Movimentos de Libertação Nacional, os vereadores governistas Beto Cangussú (PT) e José Antônio Lages (PT) e o médico petista Edmundo Raspanti, diretor do MIS (Museu da Imagem e do Som) de Ribeirão.


Parte do comitê diz que quer defender as causas das Farc, mas não sua violência. "A idéia é que a gente possa divulgar ao máximo em todas as partes do Brasil a situação do povo colombiano e as verdadeiras causas da luta das Farc contra o governo local", afirmou Cangussú. Paulino, no entanto, é radical: " Não acho que é a eleição que vai resolver, é a revolução. Hoje no Brasil não há condição de fazer uma revolução armada, mas na Colômbia não é assim. Eles têm um exército organizado".


Palocci e Luiz Inácio Lula da Silva não foram encontrados para falar sobre o assunto ontem. O comitê vai colher assinaturas pró-Farc e defender as posições do grupo guerrilheiro no Brasil. No lançamento, um guerrilheiro deve estar presente. "Precisamos difundir e abrir comitês das Farc no mundo inteiro sobre os problemas que ocorrem naquele país", disse Cangussú.


Para "selar a união", houve uma reunião em Ribeirão Preto entre Paulino e Olivério Medina, porta-voz informal das Farc no Brasil, que chegou a ser preso em 2000 em Foz do Iguaçu (PR), a pedido do governo colombiano, acusado de atividades terroristas.


"Se conseguirmos passar algo para a população, " vamos prestar um serviço à mente das pessoas", afirmou o advogado Vanderley Caixe, um dos fundadores das Faln (Forças Armadas de Libertação Nacional), grupo guerrilheiro que atuou entre 1967 e 1969.


A assessoria de imprensa do Itamaraty informou que o órgão não se manifesta sobre questões internas, mas afirmou que o Brasil apoia o governo do presidente colombiano, Andrés Pastrana, que foi eleito democraticamente.


As lideranças políticas do PT, PSB e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) contam com posições divergentes sobre a criação do comitê. A deputada federal Luiza Erundina (PSB) disse que é contrária à forma de luta das Farc e que acha "meio estranho" o secretário Leopoldo Paulino, de seu partido, organizar um comitê de apoio ao grupo guerrilheiro. "Não tenho muita ligação com ele Paulino e não sei quais são as razões dele", disse Erundina.


O líder do MST José Rainha Júnior disse que é solidário ao povo colombiano. " Eles estão sendo massacrados pela mão do imperialismo norte-americano."


Para a cônsul-geral da Colômbia em São Paulo, Marta de Arevalo, "é muito estranho alguém se solidarizar com foras-da-lei, as Farc".


O caso será levado ao conhecimento da embaixada colombiana no Brasil.


Colaborou Evandro Spinelli, da Folha Ribeirão


Também publicado em: http://www.estadao.com.br/agestado/noticias/2002/mar/20/9.htm






Também em: http://www.artbrain.co.uk/news/brazilian-president-party-received-money-from-farc,-say-documents.htm Cache no google: http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:T80Mb8DqcF8J:www.artbrain.co.uk/news/brazilian-president-party-received-money-from-farc,-say-documents.htm+http://www.estadao.com.br/agestado/noticias/2002/mar/20/9.htm&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br


Comandantes das Farc são recebidos por Olívio Dutra (PT), governador do Rio Grande do Sul


Em 2001, comandantes da FARC vieram ao Brasil e foram recebidos pelo governador Olívio Dutra, do Rio Grande do Sul e até homenageados e aplaudidos durante o I Foram Social Mundial.


http://www.noolhar.com/opovo/jornaldoleitor/122018.html






Membros do PT dirigem revista com membro das Farc


Na revista América Libre, encontramos os seguintes membros: Luis Eduardo Greenhalgh (PT), Fernando Morais, Emir Sader, Roberto Drummond, Gilberto Carvalho, Leonardo Boff, Rubens Paolucci Jr, João Pedro Stédile (líder do MST), Chico Buarque de Hollanda (cantor), junto a Manuel Marulanda Vélez, das Farc, incluindo como presidente da publicação, Carlos Alberto Libânio Christo, conhecido como Frei Betto, conselheiro pessoal de Lula.


http://www.nodo50.org/americalibre/consejo.htm






Em entrevista, Lula sugere às Farc criar partido para chegar ao poder


Entrevista exclusiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com o presidente do Peru, Alan García, ao jornalista peruano Raúl Vargas, da Rádio Programa del Peru (RPP)


Rio Branco-AC, 28 de abril de 2009


[...] E ainda dizia ao presidente Obama que era preciso que enxergasse a América Latina depois da Guerra Fria, que era preciso que enxergasse a América Latina onde não existe mais nenhum grupo querendo através da luta armada, chegar ao poder, com exceção das Farc, que se quisesse chegar ao poder seria muito mais fácil criar um partido político e disputar as eleições. Se em um continente como o nosso, um índio pôde chegar à Presidência da República, e um metalúrgico pôde chegar à Presidência da República, por que alguém das Farc não pode chegar, disputando eleições?






http://www.info.planalto.gov.br/download/Entrevistas/pr1198-2@.doc






PT não reconhece Farc como grupo terrorista


Entrevista de Marco Aurélio Garcia ao jornal francês Le Figaro.


04/03/2008


[...] Je vous rappelle que le Brésil a une position neutre sur les Farc : nous ne les qualifions ni de groupe terroriste ni de force belligérante. Les accuser de terrorisme ne sert à rien quand on veut négocier. [...]


http://www.lefigaro.fr/international/2008/03/05/01003-20080305ARTFIG00016-garcia-nous-sommes-dans-une-guerre-d-informations.php


Tradução: Eu lhes lembro que o Brasil tem uma posição neutra sobre as Farc: nós não as qualificamos nem de grupo terrorista nem de força beligerante. Acusá-las de terrorismo não serve pra nada quando a gente quer negociar.








sábado, 29 de janeiro de 2011

ARTIGO PARA PEDAGOGOS, PROFESSORES E CIDADÃOS PREOCUPADOS COM A EDUCAÇÃO

A queda na qualidade de ensino no Brasil.




É isto mesmo que nossos corruptos governantes buscam. Ter uma população de vacas de presépio que não sabem fazer uma crítica e que são incapazes de analisar e comentar fatos.

Por isto e por outras que devemos, o mais rápido possível, nos livrarmos desta corja que tomou o poder em Brasília.

Parece um apelo desesperado, mas é uma realidade critica que vivemos há no mínimo 14 anos, ou seja, após a regulamentação da LDB de 1996 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm), que rege a educação nacional em todos os seus níveis.

Esta lei homologada no governo FHC, assim como neste governo surgiu o bolsa alimentação e bolsa escola que no governo Lula se transformou em Bolsa família, foi à primeira punhalada na qualidade da educação brasileira, encaminhando o ensino para os níveis baixos de qualidade e que hoje vemos com pavor o crime com no mínimo duas gerações de estudantes que até concluíram ou estão concluindo o ensino superior muito abaixo de gerações anteriores.

Esta lei foi interpretada e executada por burocratas da educação (pedagogos) que pouco ou nada sabem da sala de aula e apenas divagam nas teorias e estatísticas da educação e com o governo Lula foi à teoria freiriana, a escolhida para alicerçar a LDB emburrecedora dos estudantes brasileiros, que poda a liberdade de escolha do modelo educacional inclusive na rede privada e que verticalizou os livros didáticos, com a desculpa de oportunizar livros iguais para todos, inclusão didática para manter o nível de emburrecimento em todos os níveis.

Tomo como exemplo a aplicação do livro didático de História de Mario Schmitt, que de livro de verdade tem muito pouco, um gibi repleto de fotos e apologias a heróis comunistas e desinformação histórica total. Um manual para formar comunistas em sala de aula.

Inclusão no ensino não é assim que se faz incluir a todos ao ensino é proporcionar condições salariais para que os estudantes escolham onde estudar e que livros comprar, escolhidos pelos seus professores, assim como era feito na época do regime militar, hoje tão criticados pela esquerda comunista que quer igualar e nivelar a todos por baixo.

A ficção da igualdade social no Brasil apenas ilude os miseráveis do Nordeste brasileiro, comprados com os cartões magnéticos da Bolsa Tudo que o governo distribui em troca do cabresto do voto em época de eleição.

Menciono alguns itens da lei que podemos observar o quão vago e interpretativo são, deixando margem para interessados em tirar proveito do sistema em beneficio político próprio, é muito fácil de manipular. E toda esta interpretação sendo feita por pedagogos treinados nas universidades utilizando e decorando as teorias que privilegiam a educação comunista e de construção de massa de manobra e omitida das verdades e da qualidade de ensino.



Art. 1º § 2º “A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social”.

A educação inclusiva iniciada com FHC e mais fortemente executada pelo PT nos seus dois governos, não coloca ninguém próximo do mundo do trabalho e da disciplina do mundo do trabalho, apenas incentiva a formação de adolescentes sem interesse e um mundo do faz de conta da educação apoiado pelo policiamento das pedagogas sobre os professores, punindo e desmoralizando o docente perante os futuros vadios formados na escola publica.



Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; Liberdade para quem não sabe usá-la, sem disciplina e amarrado nos livros didáticos indicados pelas editoras contratadas do governo? Bonita liberdade é dada para os docentes e para as instituições.

III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;

As idéias são impostas pela pedagogia e balizadas em Freire, Piaget e Vigotsky, todos os pedagogos que não obtiveram resultados das teorias e o que mais próximo de resultados chegou foi Freire, emburrecendo e formando uma massa de manobra para a implantação do comunismo na África.

IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;

Liberdade de quem e tolerância pra quem? O que se vê é os alunos repletos de liberdades e tolerância zero para os docentes que são cobrados por não ter controle sobre os alunos, mas se impondo, são punidos, pois afeta a liberdade de direito dos alunos. Esta tolerância é apenas para os docentes que se torturam com a falta de respeito e vadiagem legalizada dos alunos, vendo seu esforço profissional sendo reprimido e desprezado com esta lei vertical de interesse político.

A realidade atual é de desvalorização total, onde pedagogos e não pedagogos defecam na cabeça dos docentes como semideuses da educação, mas não tem o preparo e o conteúdo para ministrar aulas apenas fazem de conta que dão aulas quando estão em sala de aula e nos seus gabinetes tentam ensinar docentes a executar o seu trabalho, mas palpites não são sinônimos de qualidade do ensino.

AS TEORICAS ACADEMICAS DE ORIENTAÇÃO PEDAGOGICA MARXISTA (PIAGET, VIGOTSKY, E PRINCIPALMENTE PAULO FREIRE, QUE NÃO DETEM O CONHECIMENTO ESPECIFICO DAS LICENCIATURAS, MAS SE COLOCAM COMO GENIOS DOS PROBLEMAS DA EDUCAÇÃO.

POR ACASO ALGUMA PEDAGOGA CONHECE A HISTORIA DO PLAGIO TEORICO DE PAULO FREIRE? PODEM ME JUSTIFICAR O ESTUDO E TENTATIVA DE PRATICA DE TEORIAS RUSSAS E SUIÇAS DO SEC. XIX EM NOSSA EDUCAÇÃO? SE NEM NOS LOCAIS DE ORIGEM FORAM ACEITAS E DESENVILVIDASD PQ NÓS QUE QUEREMOS QUALIDADE E CONHECIMENTO TEMOS QUE SEGUIR ESSA CARTILHA ARCAICA?

SE ALGUMA PEDABOBA ME RESPONDER FUNDAMENTADA E CONHEÇA REALMENTE PAULO FREIRE COMO EU ESTUDEI, ME RESPÓNDA, CASO CONTRARIO, POR FAVOR, VÃO LIMPAR AS IDEIAS QUE BOTARAM NA CABEÇA DE VOCES NOS BANCOS ACADEMICOS E ESTUDEM. APOS A CHEGADA E A CRIAÇÃO DA PEDAGOGIA EFETIVA NAS ESCOLAS NOSSA EDUCAÇÃO SÓ PIOROU E NÃO PELO FATO DAS PROFISSIONAIS, MAS PELO SISTEMA QUE CRIOU UM BANDO DE VENTRILOCOS QUE REPETEM E SE ACHAM A SOLUÇÃO FINAL DA EDUCAÇÃO.

TENHO PENA DAS PEDAGOGAS A SERVIÇO DA ESQUERDA MARXISTA LENINISTA, NEM IMAGINAM QUAL A SUA REAL FUNÇÃO NO SISTEMA, MAS PQ NÃO ESTUDARAM O QUE PRECISAVA HISTORIA DA PEDAGOGIA E NÃO APENAS A BIBLIOGRAFIA DE FREIRE, PIAGET E VIGOSTKY.

INFELIZMENTE A PEDAGOGIA NO BRASIL ESTÁ A SERVIÇO DA POLITICA E NÃO DA EDUCAÇÃO, SÓ AS PEDAGOGAS NÃO ENXERGAM!

O plagio Paulo Freire se explica com uma breve pesquisa a bibliografia da educação e filosofia, o que os bancos acadêmicos não fazem questão de expor na preparação das futuras gerações de pedagogos por já estarem a décadas a serviço da esquerda na construção da inclusão/totalitarismo das massas doutrinadas por essa cartilha.

Exponho a gênese do freirianismo idolatrado pela pedagogia esquerdista que é o responsável pelo emburrecimento de gerações de brasileiros que ao completarem seus estudos se vêem excluídos do mercado de trabalho pela total bestialidade e engano da teoria em prepará-los para o mundo de mercado e das oportunidades.

O Método Laubach de alfabetização de adultos foi criado pelo missionário protestante norte-americano Frank Charles Laubach (1884-1970). Desenvolvido por Laubach nas Filipinas, em 1915, subseqüentemente foi utilizado com grande sucesso em toda a Ásia e em várias partes da América Latina, durante quase todo o século XX.

Em 1915, Frank Laubach (foto) fora enviado por uma missão religiosa à ilha de Mindanao, nas Filipinas, então sob o domínio norte-americano, desde o final da guerra EUA/Espanha. A dominação espanhola deixara à população filipina uma herança de analfabetismo total, bem como de ódio aos estrangeiros.

A população moura filipina era analfabeta, exceto os sacerdotes islamitas, que sabiam ler árabe e podiam ler o Alcorão. A língua maranao (falada pelos mouros) nunca fora escrita. Laubach enfrentava, nessa sua missão, um problema duplo: como criar uma língua escrita, e como ensinar essa escrita aos filipinos, para que esses pudessem ler a Bíblia. A existência de 17 dialetos distintos, naquele arquipélago, dificultava ainda mais a tarefa em meta.

Laubach adaptou o alfabeto inglês ao dialeto mouro. Em seguida adaptou um antigo método de ensino norte-americano, de reconhecimento das palavras escritas por meio de retratos de objetos familiares do dia-a-dia da vida do aluno, para ensinar a leitura da nova língua escrita. A letra inicial do nome do objeto recebia uma ênfase especial, de modo que aluno passava a reconhecê-la em outras situações, passando então a juntar as letras e a formar palavras.

Utilizando essa metodologia, Laubach trabalhou por 30 anos nas Filipinas e em todo o sul da Ásia. Conseguiu alfabetizar 60% da população filipina, utilizando essa mesma metodologia. Nas Filipinas, e em toda a Ásia, um grupo de educadores, comandado pelo próprio Laubach, criou grafias para 225 línguas, até então não escritas. A leitura dessas línguas era lecionada pelo método de aprendizagem acima descrito. Nesse período de tempo, esse mesmo trabalho foi levado do sul da Ásia para a China, Egito, Síria, Turquia, África e até mesmo União Soviética. Maiores detalhes da vida e trabalho de Laubach pode ser lido na Internet, no site Frank Laubach.

Na América Latina, o método Laubach foi primeiro introduzido no período da 2ª Guerra Mundial, quando o criador do mesmo se viu proibido de retornar à Ásia, por causa da guerra no Pacífico. No Brasil, este foi introduzido pelo próprio Laubach, em 1943, a pedido do governo brasileiro. Naquele ano, esse educador veio ao Brasil a fim de explicar sua metodologia, como já fizera em vários outros países latino-americanos.

Lembro-me bem dessa visita, pois, ainda que fosse muito jovem, cursando o terceiro ano Ginasial, todos nós estudantes sabíamos que o analfabetismo no Brasil ainda beirava a casa dos 76% - o que muito nos envergonhava - e que este era o maior empecilho ao desenvolvimento do país.

A visita de Laubach a Pernambuco causou grande repercussão nos meios estudantis. Ele ministrou inúmeras palestras nas escolas e faculdades – não havia ainda uma universidade em Pernambuco - e conduziu debates no Teatro Santa Isabel. Refiro-me apenas a Pernambuco e ao Recife, pois meus conhecimentos dos eventos naquela época não iam muito além do local onde residia.

Houve também farta distribuição de cartilhas do Método Laubach, em espanhol, pois a versão portuguesa ainda não estava pronta. Nessa época, a revista Seleções do Readers' Digest publicou um artigo sobre Laubach e seu método - muito lido e comentado por todos os brasileiros de então, que, em virtude da guerra, tinham aquela revista como único contato literário com o mundo exterior.

Naquele ano, de 1943, o Sr. Paulo Freire já era diretor do SESI, de Pernambuco - assim ele afirma em sua autobiografia - encarregado dos programas de educação daquela entidade. No entanto, nessa mesma autobiografia, ele jamais confessa ter tomado conhecimento da visita do educador Laubach a Pernambuco. Ora, ignorar tal visita seria uma impossibilidade, considerando-se o tratamento VIP que fora dado àquele educador norte-americano, pelas autoridades brasileiras, bem como pela imprensa e pelo rádio, não havendo ainda televisão. Concomitante e subitamente, começaram a aparecer em Pernambuco cartilhas semelhantes às de Laubach, porém com teor filosófico totalmente diferente. As de Laubach, de cunho cristão, davam ênfase à cidadania, à paz social, à ética pessoal, ao cristianismo e à existência de Deus. As novas cartilhas, utilizando idêntica metodologia, davam ênfase à luta de classes, à propaganda da teoria marxista, ao ateísmo e a conscientização das massas à sua “condição de oprimidas”. O autor dessas outras cartilhas era o genial Sr. Paulo Freire, diretor do SESI, que emprestou seu nome a essa “nova metodologia" - da utilização de retratos e palavras na alfabetização de adultos - como se a mesma fosse da sua autoria.

Tais cartilhas foram de imediato adotadas pelo movimento estudantil marxista, para a promulgação da revolução entre as massas analfabetas. A artimanha do Sr. Paulo Freire "pegou", e esse método é hoje chamado Método Paulo Freire, tendo o mesmo sido apadrinhado por toda a esquerda, nacional e internacional, inclusive pela ONU.

No entanto, o método Laubach – o autêntico - fora de início utilizado com grande sucesso em Pernambuco, na alfabetização de 30.000 pessoas da favela chamada "Brasília Teimosa", bem como em outras favelas do Recife, em um programa educacional conduzido pelo Colégio Presbiteriano Agnes Erskine, daquela cidade. Os professores eram todos voluntários. Essa foi à famosa Cruzada ABC, que empolgou muita gente, não apenas nas favelas, mas também na cidade do Recife, e em todo o Estado. Esse esforço educacional é descrito em seus menores detalhes por Jules Spach, no seu recente livro, intitulado, Todos os Caminhos Conduzem ao Lar (2000).

O Método Laubach foi também introduzido em Cuba, em 1960, em uma escola normal em Bágamos. Essa escola pretendia preparar professores para a alfabetização de adultos. No entanto, logo que Fidel Castro assumiu o controle total do poder em Cuba, naquele mesmo ano, todas as escolas foram nacionalizadas, inclusive a escola normal de Bágamos. Seus professores foram acusados de “subversão”, e tiveram de fugir, indo refugiar-se em Costa Rica, onde continuaram seu trabalho, na propagação do Método Laubach, criando então um programa de alfabetização de adultos, chamado Alfalit.

A organização Alfalit foi introduzida no Brasil, e reconhecida pelo governo brasileiro como programa válido de alfabetização de adultos. Encontra-se hoje na maioria dos Estados: Santa Catarina (1994), Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Sergipe, São Paulo, Paraná, Paraíba e Rondônia (1997); Maranhão, Pará, Piauí e Roraima (1998); Pernambuco e Bahia (1999).

A oposição ao Método Laubach ocorreu desde a introdução do mesmo, em Pernambuco, no final da década de 1950. Houve tremenda oposição da esquerda ao mencionado programa da Cruzada ABC, em Pernambuco, especialmente porque o mesmo não conduzia à luta de classes, como ocorria nas cartilhas plagiadas do Sr. Paulo Freire. Mais ainda, dizia-se que o programa ABC estava "cooptando" o povo, comprando seu apoio com comida, e que era apenas mais um programa “imperialista”, que tinha em meta unicamente "dominar o povo brasileiro".

Pedagogia dos Oprimidos, do educador brasileiro Paulo Freire.

O estranho é que a obra de Paulo Freire não versa sobre educação - certamente não a educação de crianças. Pedagogia dos Oprimidos não menciona nenhum dos assuntos que ocuparam a cabeça dos reformistas da educação durante o século XX: provas, padrões de ensino, currículo escolar, o papel dos pais na educação, como organizar as escolas, que matérias devem ser estudadas em cada série, qual a melhor maneira de treinar professores, o modo mais efetivo de educar crianças desfavorecidas em todos os níveis. Esse best-seller sobre educação é, ao contrário, um tratado político utópico que clama pelo fim da hegemonia do capitalismo e a criação de uma sociedade sem classes. Professores que adotam essas idéias perniciosas arriscam prejudicar seus alunos - e ironicamente, seus alunos mais desfavorecidos sofrerão em maior escala.

Para se ter uma idéia das prioridades do livro, basta dar uma olhada em suas notas de rodapé. Freire não está interessado nos tradicionais pensadores e educadores do Ocidente - não em Rousseau, Piaget, John Dewey, Horace Mann, ou Maria Montessori. Ele cita um leque bem diferente de figuras: Marx, Lênin, Che Guevara, e Fidel Castro, assim como os intelectuais orgânicos radicais Frantz Fanon, Régis Debray, Herbert Marcuse, Jean-Paul Sartre, Louis Althusser, e George Lukács. E não há porque ser diferente, uma vez que sua idéia central é que a principal contradição em toda sociedade é entre "opressores" e "oprimidos" e que a revolução resolverá esse conflito. Os "oprimidos" estão destinados a desenvolver uma "pedagogia" que os leve à sua liberdade. Aqui, numa passagem chave, está como Freire vê seu projeto de emancipação:

A pedagogia do oprimido [é] uma pedagogia que deve ser feita com, e não para, o oprimido (tanto indivíduos ou grupos) numa incessante batalha para recuperar sua humanidade. Essa pedagogia faz da opressão e suas causas objetos de reflexão pelo oprimido, e dessa reflexão virá o engajamento necessário na luta pela sua liberdade. E na luta essa pedagogia se fará constante.

Como essa passagem deixa claro, Freire nunca teve a mais leve intenção de que pedagogia seja algo que se refira ao dia-a-dia na sala de aula, como análise e pesquisa ou qualquer coisa que se leve a uma melhor produção acadêmica dos alunos. Ele almeja algo maior. Sua idiossincrática teoria sobre escolas remete apenas a uma autoconsciência dos trabalhadores e camponeses explorados que estariam "percebendo a opressão no mundo". Uma vez que eles cheguem à noção de que estão sendo explorados, mirabile dictu, "essa pedagogia não mais pertence aos oprimidos e passa a ser uma pedagogia de todos no processo de liberação permanente".

Freire raramente fundamenta sua descrição de luta entre opressores e oprimidos em uma sociedade ou um período histórico em particular, então se tornam difícil ao leitor julgar se o que ele está dizendo faz sentido ou não. Não sabemos se os opressores a que ele se refere são os banqueiros norte americanos, os barões latino americanos ou, ainda, autoritários burocratas da educação. Sua linguagem á tão metafísica e vaga que ele pode simplesmente estar se referindo a um jogo de tabuleiro com dois lados oponentes, os opressores e os oprimidos. Ao fazer análises gerais sobre a luta entre esses dois lados, ele se apóia na formulação padrão de Marx segundo a qual "a luta de classes necessariamente leva a uma ditadura do proletariado [e] essa ditadura significa a transição para a abolição de todas as classes e a uma sociedade sem classes".

Em uma nota de rodapé, entretanto, Freire menciona uma sociedade que de fato atingiu a "permanente liberação" que ele propõe: esse "parece ser o fundamental aspecto da revolução Cultural de Mao". Os milhões de chineses de todas as classes que sofreram e morreram sob o tacão da revolução brutal provavelmente discordam. Freire também oferece conselhos a líderes revolucionários, que "precisam entender a revolução, por causa de sua natureza criativa e liberal, como um ato de amor." O exemplo usado por Freire de seu amor revolucionário é ninguém menos que o símbolo da revolução armada de 1960, Che Guevara, que afirmou que "o revolucionário é guiado por forte sentimento de amor". Freire deixa de mencionar, no entanto que Che foi um dos mais brutais personagens da revolução cubana, responsável pela execução de centenas de oponentes políticos.

Afinal, escuridão e tristeza parecem ser o menor dos problemas do livro, mas assim mesmo é válido citar um trecho da abertura do livro.

Enquanto o problema da humanização sempre foi, do ponto de vista axiológico, o problema central da espécie humana, ele agora toma um caráter de preocupação inevitável. Preocupação pela humanização remete ao reconhecimento da desumanização, não apenas como uma possibilidade ontológica, mas como uma realidade histórica. E à medida que um indivíduo percebe a extensão da desumanização, ele ou ela deve se perguntar se humanização é uma possibilidade viável. Na história, em contextos objetivos e concretos, tanto a humanização quanto a desumanização são possibilidades para uma pessoa enquanto um ser incompleto consciente de sê-lo.

Precariamente traduzindo: humanização é bom e desumanização é ruim. Ah, como nos dias em que os panfletos revolucionários acertaram, como em: "Um fantasma está assombrando a Europa".

Como esse livro sobre opressão, luta de classes, a destruição do capitalismo e a necessidade de uma revolução pode ter sido confundidas com um tratado sobre educação que pode resolver os problemas das escolas do século XXI nas cidades de interior americanas? A resposta para essa questão começa em Pernambuco, um estado do nordeste brasileiro. Nas décadas de 50 e 60, Freire foi um professor universitário e um radical ativista político na capital, Recife, onde ajudou a organizar campanhas em prol da alfabetização de camponeses. Freire percebeu que aulas de alfabetização e civilidade era um bom caminho para fazer com que os camponeses pobres votassem em candidatos radicais. Sua "pedagogia" começou, então, com campanhas para mobilização de um grande número de eleitores, rendendo-lhe poder político.

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A popularidade da Pedagogia do Oprimido não se deveu somente a teoria educacional. Durante a década de setenta, veteranos das fileiras de protesto estudantis e contra a guerra no Vietnam colocaram de lado seus cartazes e começaram sua "longa marcha para dentro das instituições de ensino", adquirindo Ph. D.s e fazendo parte dos departamentos de ciências humanas. Uma vez dentro das universidades, os esquerdistas incorporaram suas agendas radicais (não importa se Marxistas, feministas ou racistas) em seus ensinamentos. Ao celebrar Freire como um grande pensador as portas se abriram para esses radicais. Sua declaração em Pedagogia do Oprimido de que "não existia uma educação neutra" se tornou um mantra para professores de esquerda que passaram a usá-lo como justificativa para incitar o ódio antiamericano nas salas de aula de universidades.

Por toda parte alguns professores de esquerda reconheceram os perigos para o discurso acadêmico da eliminação do ideal de neutralidade no ensino.

Não existem evidências de que a pedagogia Freireana tenha tido muito sucesso no Terceiro Mundo. Nem que os regimes revolucionários favoritos de Freire como China e Cuba, tenham reformado seus próprios sistemas "bancários" de ensino, no qual os alunos mais brilhantes são controlados, disciplinados, e têm seus conteúdos educacionais rígidos para atenderem as demandas nacionais - e a produção de mais administradores industriais, engenheiros e cientistas. O quão perverso é, então, que apenas nas cidades do interior americanas os educadores Freireanos são levados a "libertar" crianças pobres de uma "opressão" imaginária e os recrutem para uma revolução que nunca virá?

As idéias de Freire são perigosas não somente para os alunos, mas também para os professores comprometidos com esse tipo de educação. Um consenso mais amplo está emergindo entre reformadores da educação de que a melhor opção para enriquecer as conquista acadêmicas das crianças nas cidades de interior americanas é melhorar dramaticamente o nível dos professores que nelas ensinarão. Melhorar a qualidade dos professores numa tentativa de reduzir a diferença entre a educação de crianças pobres e as demais é o maior foco na agenda educacional de Obama. Mas se a qualidade dos professores é agora o principal foco, isso desafia a racionalidade de que a Pedagogia do Oprimido ainda ocupe um lugar de destaque em cursos de treinamento para professores, que certamente nada aprenderão sobre tornarem-se melhores instrutores com seus desacreditados chavões Marxistas.

Na era Obama, finalmente, parece ser inaceitável encorajar professores a levar a agenda política de Freire a sério. Se existe alguma mensagem política que os professores tenham que trazer para seus alunos, é aquela do maior escritor afro-americano, Ralph Ellison, que afirmou ter procurado em seus escritos "ver a América com a consciência de sua diversidade e sua quase mágica fluidez e liberdade... confrontando as desigualdades e brutalidades de nossa sociedade diretamente, ainda que impelindo suas imagens de esperança, fraternidade humana, e realização individual."

Estas informações podem esclarecer até que ponto nossa educação realmente quer preparar, formar pessoas através do conhecimento, inseri-las no mercado globalizado e realmente formar uma população visando o progresso e a prosperidade da nação perante o mundo desenvolvido que concorremos diariamente.



Prof. Marlon Adami



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A técnica da rotulagem inversa

Olavo de Carvalho


A premissa implícita aposta na estupidez do público, e às vezes acerta: se a mulherzinha não fosse mesmo uma peste, não seria tão odiada.



O que no Brasil se chama de "noticiário internacional" consiste em repetir, ampliando-as e radicalizando-as, as mentiras mais cínicas da mídia esquerdista norte-americana, com a certeza tranquilizante de não ter de enfrentar, como ela, a enérgica reação conservadora de metade da população, que só ouve rádio e não acredita numa só palavra dos jornais e da TV.



É, a vida da mídia chapa branca, nos EUA, não é fácil como a da sua confrade brasileira: aos domingos, o New York Times tira um milhão de exemplares - a trigésima parte do número de ouvintes de Rush Limbaugh, o radialista conservador que a família Sulzberger adora odiar.

No Brasil há um clone do NYT, que é a Folha de S. Paulo, mas as estações de rádio, concessões federais, estão bem defendidas contra a mera possibilidade de ali surgir um Rush Limbaugh. Contra a farsa geral da mídia, só nos resta resmungar em blogs ou, com mais sorte, neste Diário do Comércio. O resto é silêncio - ora indignado e impotente, ora temeroso e servil.



Nos EUA, quanto mais perde público, mais o establishment jornalístico apela a recursos de difamação histérica que o próprio Dr. Joseph Goebbels consideraria, talvez, um tanto grosseiros demais para persuadir um público adulto.



Um desses expedientes é cobrir de invectivas odiosas os personagens que se pretende rotular de odientos. Não é preciso, para sustentar o ataque, citar um só apelo de ódio que tenha saído da boca da vítima. Não é preciso nem mesmo torcer suas palavras, dando um sentido odiento ao que não tem nenhum.



Ao contrário: basta espumar de ódio contra a criatura, e fica provado - espera-se - que odienta é ela. Tudo é feito na expectativa insana de que o automatismo mental do público o induza a sentir que pessoas que despertam tanto ódio devem ter ainda mais ódio no coração do que os jornalistas que as odeiam.



Há sempre uma faixa de militantes estudantis e ativistas ongueiros que, por infalível instinto colaboracionista, finge acreditar na coisa, reforçando o ataque com insultos escatológicos e ameaças de morte, de modo que a violência crua despejada sobre o alvo inerme acabe por se mesclar tão intimamente à sua imagem que pareça provir dele.



Lançada pela "grande mídia" em tons de noticiário posadamente neutro e superior, a tentativa artificialíssima de inculpar a "direita odienta" e especialmente Sarah Palin pelos feitos mortíferos de um fanático esquerdista em Tucson, Arizona, foi imediatamente reforçada por estes e outros apelos colocados em circulação

no Youtube (ver http://www.newsmax.com/InsideCover/Palin-death-tweets-YouTube/2011/01/14/ id/382872?s=al&promo_ code=B79C-1). Exemplos:



:- "Por que não atiraram em Sarah Palin (em vez da deputada democrata)?"



- " Espero que Sarah Palin morra de uma morte horrível e leve com ela o seu ódio estúpido."



- " Alguém, por favor, pode atirar em Sarah Palin?"



- "Espero que Sarah Palin pegue câncer e morra nos próximos dois anos."



- "Sarah Palin deveria ser baleada por encorajar o fanatismo contra os democratas."



- "Junte-se a nós orando para que Sarah Palin contraia câncer e morra."



- "Sarah Palin é a mais perigosa ameaça ao futuro da espécie humana. Alguém, por favor, atire nela."



Não sendo possível encontrar nas palavras de Sarah Palin nem o mais mínimo sinal de ódio a quem quer que seja, espera-se que a virulência dos ataques que sofre venha a servir de prova contra ela. A premissa implícita aposta na estupidez do público, e às vezes acerta: se a mulherzinha não fosse mesmo uma peste, não seria tão odiada.



Os que não são tontos o bastante para deixar-se iludir por esse arremedo de malícia demoníaca têm ainda um subterfúgio mais "adulto" para não escapar de todo à contaminação: no mínimo, no mínimo, quem desperta tanto ódio é, mesmo sem culpa, uma força divisiva, alguém que, para a felicidade geral da nação, deve ser mantido longe da Casa Branca, talvez até da política em geral.



Como recomendava Talleyrand: "Caluniem, caluniem, alguma coisa sempre acabará pegando."



Nos dois casos, tanto os acusadores quanto seu público de idiotas úteis seguem fielmente o mecanismo da inversão revolucionária: para você ter fama de odiento, não precisa odiar ninguém; basta que o odeiem.



A imitação brasileira do processo mergulha ainda mais fundo na infâmia, porque Sarah Palin é personagem distante, alheia aos debates nacionais. Só mediante uma boa dose de fantasia histriônica nossos compatriotas podem chegar a odiá-la pessoalmente.



Também é claro que nos EUA ninguém lê a imprensa brasileira: a vida dos nossos jornalistas consiste em fingir para si mesmos que são forças auxiliares da esquerda americana, a qual nem sabe da existência deles. Ah, como os argentinos acertaram ao apelidar nossos compatriotas de "los macaquitos"!



O "direito" dos gays é uma injustiça com as crianças

Roger Scruton




Estão nos pedindo que façamos vista grossa a tudo que sabemos sobre a fragilidade das parcerias homossexuais, sobre as necessidades psicológicas das crianças e sobre as regras que ainda prevalecem em nossas escolas e comunidades, em função de uma fantasia ideológica.





As sociedades ocidentais passaram, em décadas recentes, por uma mudança radical em sua postura a respeito da homossexualidade. O que já foi considerado um vício intolerável agora é considerado uma "orientação", que não difere em espécie (embora diferente em direção) das inclinações que levam os homens a se unirem com as mulheres e as crianças a nascerem. Esta mudança radical começou com a descriminalização da conduta homossexual e com uma crescente prontidão não só em tolerar a homossexualidade em privado, mas a falar sobre ela em público. Nós vimos o surgimento do "homossexual público", o propagandista espalhafatoso daquele "outro" modo de vida e que, como Quentin Crisp , tentava nos persuadir de que "gay" [alegre] era a descrição certa. A partir daí seguiram-se o movimento por "orgulho gay" e as personalidades públicas que "saíam do armário" - ao ponto que não é mais tão interessante assim saber se alguém é de outra opinião.



A maioria das pessoas neste país adaptaram-se às mudanças. Elas podem não se sentir bem com suas expressões mais explícitas, mas estão preparadas para tolerar o modo de vida homossexual, desde que mantido dentro dos limites da decência e não viole as regras fundamentais. Entretanto, esta atitude não satisfaz aos ativistas. Pois tolerar é desaprovar. Só quando uma conduta ofende a alguém é que a pessoa precisa exercitar sua tolerância e os ativistas querem que as pessoas tratem a homossexualidade como normal. Por meio das idéias escorregadias de discriminação e direitos humanos, eles usaram a lei para promover sua agenda. A homossexualidade agora é tratada pela lei como uma tendência comparável em quase todos os aspectos à heterossexualidade, de modo que qualquer tentativa de diferenciar as pessoas por motivo de sua "orientação" - seja como candidatos a um emprego ou como beneficiários de direitos - é considerada uma "discriminação" injusta, comparável em sua abominação moral à discriminação por motivo de raça ou sexo.



De forma geral, viemos a aceitar que leis contra discriminação podem ser necessárias, a fim de proteger os que sofreram no passado com preconceitos hostis. No entanto, volta e meia nós nos damos conta do fato de que, embora a homossexualidade tenha sido normalizada, ela não é normal. Nossa aceitação do estilo de vida homossexual, de casais de mesmo sexo e do cenário gay não eliminaram nossa sensação de que estas são alternativas a alguma coisa e que é a outra coisa que é normal. Esta outra coisa não é o desejo heterossexual, concebido como uma "orientação". É a união heterossexual: a junção de um homem e uma mulher em um ato que leva, no curso natural das coisas, não só a um compromisso mútuo, mas ao nascimento de crianças, à criação de uma família e aos hábitos de auto-sacrifício dos quais, independente do que se pense e diga, o futuro da sociedade depende. A propaganda que tenta reescrever a heterossexualidade como uma "orientação" na verdade é uma tentativa de nos persuadir a fazermos vista grossa à real verdade sobre a união sexual, e que, em sua forma normal, ela é o modo pela qual uma geração dá lugar à próxima.



Esta verdade é reconhecida por todas as grandes religiões e é endossada pela perspectiva cristã a respeito do casamento como uma união criada por Deus. Isto explica em grande parte a relutância de todas as pessoas religiosas em endossarem o casamento gay, que elas vêem como uma tentativa de reescrever em termos meramente humanos o contrato eterno com a sociedade. Para colocar a coisa de outro modo, elas vêem o casamento gay como a profanação de um sacramento. Daí o conflito crescente entre a agenda gay e a religião tradicional, do qual a atual disputa a respeito de "direitos de adoção" é o último sinal. De acordo com a visão cristã - e ela é compartilhada, eu acredito, por muçulmanos e judeus - a adoção significa receber uma criança como membro da família, como alguém com o qual você está comprometido do modo que um pai e uma mãe estão comprometidos com seus próprios filhos. Este é um ato de sacrifício, realizado em proveito da criança e com vistas a dar àquela criança o bem-estar de um lar. Seu objetivo não é gratificar os pais, mas assumir a criança, tornado-a parte da família. Para pessoas religiosas, isto significa dar à criança um pai e uma mãe. Qualquer outra coisa seria uma injustiça com a criança e um abuso de sua inocência. Logo, não existe esta história de "direitos de adoção". Adoção é a suposição de um dever e os únicos direitos envolvidos são os direitos da criança.



Contra este argumento, o apelo a leis "anti-discriminação" é certamente irrelevante. O propósito da adoção não é gratificar os pais adotivos, mas ajudar à criança. E já que, segundo a visão religiosa, a única ajuda que pode ser oferecida é a disponibilização de uma família de verdade, excluir os casais gays não é um ato maior de discriminação do que excluir ligações incestuosas ou comunas de "swingers" promíscuos. Na verdade, o pressuposto de que a adoção é inteiramente uma questão de "direitos" a partir da perspectiva dos pais mostra a inversão moral que aflige a sociedade moderna. Ao invés de considerarem a família como o modo de atual geração se sacrificar pela próxima, estão nos pedindo que façamos vista grossa a tudo que sabemos sobre a fragilidade das parcerias homossexuais, sobre as necessidades psicológicas das crianças e sobre as regras que ainda prevalecem em nossas escolas e comunidades, em função de uma fantasia ideológica.



Opor-se à adoção homossexual não é acreditar que os homossexuais não devam ter nenhum contato com crianças. De Platão a Britten, os homossexuais se destacaram como professores (muitas vezes sublimando seus sentimentos eróticos, como fizeram estes dois grandes homens), cultivando as mentes e espíritos dos jovens. Mas foi Platão quem, nas Leis, apontou que os homossexuais, como os hererossexuais, devem aprender a via do sacrifício e que não são desejos atuais que devem guiá-los, mas os interesses de longo prazo da comunidade. E certamente não é implausível pensar que é mais provável que estes interesses de longo prazo sejam mais protegidos pela religião do que pelas ideologias políticas que regem o Partido Trabalhista.







The Daily Telegraph, 28 de janeiro de 2007



Original: This 'right' for gays is an injustice to children



Tradução: Dextra